quarta-feira, maio 07, 2014

MACHADO DEMOCRATIZADO



A adaptação dos clássicos da literatura pela escritora Patrícia Secco – ‘O Alienista’ e ‘A Pata da Gazela’, de José de Alencar – para uma linguagem mais fácil não torna as obras inválidas. Pelo contrário, as valoriza, visto que as novas gerações preferem a literatura ‘enlatada’ pela simplicidade na leitura e maior imersão no que de fato um livro proporciona.

Pessoas bem informadas, cheias de saberes e com QI acima de 140, acreditam que é uma mutilação aos clássicos. Ó meu Deus, não deixem que façam isso! [O Machado de Assis está rolando no túmulo, deixem-no em paz!]

Ah! Façam-me um favor... vão atentar o cão com reza!

Depois dizem que o brasileiro não quer saber de livro. A desculpa é que é caro demais. Sim. Temos que vender um rim para comprar um bom livro. Mas o pior de tudo é a falta de interesse pela leitura. Agora me digam, quem quer ir a uma biblioteca pública para ler Machado de Assis? — Eu tenho mais o que fazer!

Aparece alguém tentando mudar esta ‘cultura’, estimular o hábito da leitura de obras que ninguém quer saber, que se um dia os jovens lerem é por pura obrigação — para fazer prova, e olhe lá! Não vai deixá-los mais cultos e superiores a outros porque aprenderam meia dúzia de palavras rebuscadas ou fizeram uma viagem no tempo do autor com toda sua magia e imaginação.

Todas as adaptações trazem algumas perdas no que tange às riquezas dos detalhes, mas isso não tira a alma da obra porque ganhou palavras atuais.

Em relação ao financiamento das obras pelos cofres públicos para um produto cultural, tem mais é que ser mesmo! Não veem a Copa do Mundo aí usando muito bem nosso Dinheiro para beneficiar apenas o setor privado? Cadê o legado que teoricamente seria deixado?

Acho a ideia excelente. Quando li algumas obras de ‘Machado’, eu me perguntava o por quê de ninguém gostar daquilo? Claro, foi em época de escola. Todos reclamavam que não entendiam nada. Eu fazia MEUS amigos contemplarem a beleza que são. Alguns liam apenas para tirar a nota. Qual o papel do livro, senão dar prazer e transformar vidas?


Desculpem-me informá-los, mas não haverá mais progresso para a Educação. Esta não vai melhorar — não se iluda! O hábito da leitura tem que começar dentro de casa, o interesse em sustentar o aprendizado não está mais nas mãos do Estado. Entenda isso! Se quer um bom aprendizado para seu filho, pague por isso, e muito caro! Principalmente no ‘volte às aulas’! E você, macaco-velho, já teve sua época de flores do campo... agora a bola está com os mais novos!

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