sexta-feira, julho 28, 2006

A CONTAMINAÇAO DA COMUNICAÇAO DO HOMEM




Vivemos num espaço sistemático formado pelos fenômenos naturais, pelas relações sociais, desenvolvimento econômico e cultural. Em meio às transformações, as revoluções e crises dentro deste sistema. Observamos a comunicação do ser humano, em uma linguagem comum ou culta que, se dissipa em tribos, comunidades e diversas sociedades.

Dentro deste espaço de raio indefinido, onde pessoas de diversas regiões, com pensamentos e anseios diferentes, religiões e classes sociais contrárias, acontece uma contaminação, assim como um vírus absorvido por pessoas através do ar. Usam-se gírias, falam da mesma forma, no mesmo tom de voz e até, os mesmos palavrões.

Um exemplo local: um diálogo de jovens cariocas: “caraça, mané...” “eu tenho uma parada maneira...” entre outras usuais. Percebemos que é um hábito o uso de gírias, não somente no Rio de Janeiro, mas em todo país. Essas se renovam a cada dia, até que todos passem a falar da mesma forma.

A Contaminação acontece em outros aspectos, nos gestos das pessoas, na política, na música, na moda. O comportamento humano, sobretudo é ditado pelos meios de comunicação: Jornais, televisão e Internet. Todos podem ler, ouvir, navegar. Muitos transformam sua vida, mudam de comportamento por causa de personalidades que estão na mídia. Existe um um vírus que deveria contaminar em larga escala : o da opinião própria.

Um comentário:

[ CJT ] disse...

Pois, Lena... é a contaminação de Orwell, a "novilíngua" confortável na sua ignorância.
São as mensagens via telemóvel [celular, por aí], os "chatrooms", sei lá, toda essa parafernália electrónica que nos põe a trabalhar em tempo real e que não deixa [porque não queremos] espaço e tempo para palavras completas.
Depois, os grupos: deste lado do mar, conforme deves saber, temos os mais diversos grupos étnicos e culturais. São brasileiros, angolanos, moçambicanos, cabo-verdianos, ucranianos, chineses, ciganos,... enfim, toda uma riqueza cultural que, habitualmente mal aproveitada, vai parar ao gueto. Cada um fala à sua maneira e de forma a que o do grupo ao lado tenha dificuldade de percepção. Protecção, portanto.
Não sei se já estiveste em Portugal [nem sei se cá vives...] mas é incrível como, num país com apenas 800kms de comprido, se conseguem tantas variantes linguísticas, mesmo entre os autóctones. Se ouvires um lisboeta e um portuense a falar, parecem-te, a ti que vens de fora, línguas diferentes... se juntares um transmontano à conversa, a coisa ainda fica melhor...
Mas isso é riqueza.
Pobreza é ler tantas vezes, por aqui pela net, "beixinhus" por beijinhos, ou "ent, td bem p aí?" para dizer então, tudo bem por aí?...
Enfim... sinais dos tempos e do infanticídio escolar...

[execelente(s) blog(s), hei-de voltar]

bxinhus!
CT